Combate ao desperdício alimentar

O tema poupança ainda está na ordem do dia.
Existem várias formas de economizar e rentabilizar os alimentos que possui no frigorífico e na despensa. Na realidade, acabamos por desperdiçar muitos alimentos pois não vemos forma de os utilizar.
Dessa forma aqui ficam várias dicas que o vão surpreender:
- aproveite os talos dos legumes, como dos espinafres e dos brócolos para fazer uma sopa de legumes;
- após utilizar os paus de canela, pode lavá-los muito bem com água abundante e deixar secar. Quando estiverem completamente secos estarão prontos para ser utilizados mais uma vez;
- quando abre uma embalagem de bolachas ou de oleaginosas existem sempre umas pequenas porções partidas que não parecem ter alguma utilização. Aproveite essas migalhas para colocar no seu iogurte sólido. Vai ver como fica saboroso.
- se polvilhou a suas bolachas/trufas feitas em casa   com um preparado de sementes ou coco e não sabe o que fazer ao que sobrou, experimente colocar no seu iogurte. Se não for comer iogurte nesse dia, pode sempre guardar num recipiente e depois utilizar;
- se as bananas estão demasiado maduras para conseguir comer, experimente tirar-lhes a casca e usá-las num batido. Se não o fizer no próprio dia, pode guardar no congelador para usar mais tarde. Vai adorar!
Não desperdice alimentos. Saiba utilizá-los e tirar o melhor partido deles sempre que possível.

Panquecas de aveia com coco

Para 2 pessoas
Fácil de fazer
Tempo de preparação: 15 minutos

Ingredientes:
130 g de flocos de aveia integral
100 ml de bebida vegetal (ex: soja, aveia, arroz)
1 ovo
20 g de coco ralado

Preparação:
Misture todos os ingredientes no processador. Também pode utilizar o liquidificador se necessário.
Aquecer bem uma frigideira anti-aderente e deitar metade na mistura. Quando estiver consistente virar a panqueca ao contrário e deixar cozinhar mais um pouco.
Repetir o processo com o resto da mistura.
Sugere-se servir com fruta e um fio de mel.
Nota: imagem retirada daqui.

Pasta de amêndoa para barrar

Pasta de amêndoa ou manteiga de amêndoa para barrar é um creme saudável que pode utilizar para barrar no pão, em tostas, galhetas de milho ou de arroz... Deve ser ingerido com moderação, pois contém gorduras saudáveis, alguma proteína, fibra e sais minerais.
Estas pastas são muito fáceis de fazer, contudo recomenda-se que tenha um processador com alguma potência, bem como deve ter atenção às dimensões e ao volume de oleaginosas a colocar no processador.
Torna-se interessante observar que no decorrer do processo existe a transformação de amêndoas trituradas, a uma pasta farinhenta e depois a uma pasta cremosa.

Ingredientes:
240 g de amêndoas
sal marinho q.b (opcional)

Preparação:
Deixar de molho em água as amêndoas durante a noite.
No dia seguinte retirar as amêndoas da água e remover a pele (este processo permite eliminar alguns anti-nutrientes naturalmente presentes nas amêndoas). Seque bem as amêndoas com um pano.
Coloque as amêndoas num tabuleiro com papel vegetal e leve ao forno durante 25 minutos a uma temperatura de 140ºC.
Depois de ficarem tostadas retire as amêndoas do forno e coloque-as no processador de alimentos (juntamente com uma pitada de sal se assim entender). Triture até obter uma pasta cremosa.
Guarde num frasco de vidro com tampa no frigorífico.

Notas: Recomenda-se que esta pasta depois de pronta seja conservada no frigorífico, onde se conserva em ótimo estado durante 1 mês.
Nota: imagem retirada daqui.

O papel da nutrição na dermatite atópica

A dermatite atópica resulta de uma inflamação crónica da pele. Possui uma origem multifactorial, ou seja, vários são os factores desencadeadores da mesma. A predisposição genética, o efeito alérgico de alguns alimentos (ex.: ovo, soja), as desordens imunológicas ou mesmo uma resposta anormal da pele ao ambiente em que se está inserido são alguns dos factores desencadeadores mais frequentes.
Como forma de prevenir ou reduzir a dermatite atópica, em particular nos jovens, existem algumas medidas que podem ser tomadas. A promoção da amamentação é algo a ter em consideração sempre que possível, já que tem influência na severidade da dermatite atópica, prevenindo ou atrasando a sintomatologia. A nível nutricional procura-se incentivar uma alimentação equilibrada e potenciadora de um crescimento e desenvolvimento adequado dos jovens com dermatite atópica. Na presença de uma alergia alimentar, adicionalmente existe a preocupação de garantir o aporte dos diversos nutrientes, de forma a atingir as necessidades nutricionais específicas para a idade. Por vezes verificam-se restrições dietéticas infundamentadas, na procura de uma “cura” da dermatite atópica. Quando combinadas com a falta de acompanhamento durante um longo período de tempo por um nutricionista ou outro profissional de saúde, pode verificar-se um atraso no crescimento e supressão da maturação do esqueleto.

Vamos analisar o que já foi descoberto pela comunidade científica em relação ao papel dos nutrientes na prevenção ou redução da sintomatologia da dermatite atópica.

Lípidos/ gorduras
Sabe-se que uma baixa ingestão de alimentos ricos em gordura de qualidade (ex: azeite de primeira pressão a frio) pode ter um efeito adverso para a saúde, pois os lípidos são vitais para todas as células, incluindo a pele. Entre os diversos tipos de lípidos, sabe-se que os ácidos gordos eicosapentanóicos (EPA) e docosahexanóicos (DHA) tem um papel importante na dermatite atópica. Em conjunto têm uma acção anti-inflamatória, ou seja, diminuem a severidade da inflamação e promovem uma maior integridade da pele, permitindo que a função de protecção do corpo seja bem desempenhada.

Aminoácidos
Estes nutrientes são os componentes base das proteínas. Os aminoácidos encontram-se em alimentos de origem animal, como o peixe e os ovos, mas também em alimentos de origem vegetal como as leguminosas. Os aminoácidos auxiliam na “construção” das células da pele.

Vitaminas e minerais
Presentes em grande quantidade na fruta e legumes, as vitaminas são vitais para o crescimento das células e sua diferenciação na pele. Têm ainda um papel relevante na protecção da pele contra a acção dos radicais livres e sua regeneração. Alguns estudos científicos não só mostram que existe a deficiência de vitamina A e C em crianças com dermatite atópica, como também mostram a importância da vitamina C para a construção normal do tecido fibroso na pele.
A vitamina E também desempenha um papel importante na dermatite atópica. A vitamina E previne que as membranas celulares que formam a pele se danifiquem, protegendo dessa forma a estrutura da pele. Alguns autores consideram que a avaliação dos níveis de vitamina E ingerida a nível alimentar é uma forma mais indicada para avaliar o risco de dermatite atópica do que medindo a concentração sérica de vitamina E. Estes resultados ajudam a mostrar a importância da uma correcta alimentação. Já a vitamina D tem um efeito imunomodelador, bem como uma acção antibacteriana indirecta.
O ferro e o zinco por sua vez são vitais para uma correcta formação de queratina. Promovem o reforço do sistema imunitário e evitam o desenvolvimento de inflamação na pele.

Em síntese, os indivíduos com dermatite atópica devem ter em consideração a forma como se alimentam. Verifica-se que pacientes com baixo aporte de nutrientes possuem sintomas mais severos que os que garantem um bom aporte nutricional. Torna-se fundamental fazer uma alimentação completa, equilibrada e variada, privilegiando os alimentos da época, bem como da região, procurando sempre que possível recorrer aos alimentos o mais naturais possível, optimizando a preparação e confecção dos alimentos, de forma a evitar perdas nutricionais acentuadas. A personalização de um plano alimentar através da orientação por um nutricionista pode ser uma mais-valia.
Bibliografia:
Profiles of selected nutrientes affecting skin condition in children with atopic dermatitis. Rocz Panstw Zakl Hig. 2015;66(1):45-53.
Dietary pattern and nutriente intake of korean children with atopic dermatitis. 2014 Oct;26(5):570-5. doi: 10.5021/ad.2014.26.5.570. Epub 2014 Sep 26.
Nota: imagem retirada daqui.

Mousse de maracujá

Para 5 pessoas

Ingredientes:
3 folhas de gelatina
água q.b
10 colh. sopa de polpa de maracujá
2 ovos
40 g açúcar amarelo
150 g queijo fresco magro

Modo de preparação:
Coloque as folhas de gelatina de molho em água fria.
Abra os maracujás ao meio e retire a polpa com uma colher para dentro de uma taça.
Parta os ovos e separe as gemas das claras. Junte metade do açúcar e o queijo fresco às gemas e bata com a batedeira até obter uma mistura uniforme.
Deite fora a água da gelatina e derreta a gelatina no microndas, durante 10 segundos em potência máxima ou em banho maria.
Junte a gelatina derretida à polpa de maracujá, misture bem e adicione o creme de queijo.
Bata as claras em castelo e envolva o restante açúcar às mesmas.
Envolva delicadamente as claras batidas no creme preparado e divida a mousse por taças individuais.
Leve ao frigorífico para solidificar.
Na altura de servir enfeite com polpa de maracujá por cima.
Nota: imagem retirada daqui.

Salada de verão

Ingredientes:
pepino q.b
rabanetes q.b
sementes de girassol q.b
queijo de cabra em cubos q.b
orégãos frescos q.b
azeite q.b
pimenta preta q.b

Preparação:
Lavar muito bem o pepino e rabanetes.
Cortar em rodelas finas ambos.
Dispor em círculos, as rodelas de pepino e rabanete forma sobreposta e alternada.
Polvilhe com cubos de queijo de cabra, sementes de girassol, azeite, orégãos frescos e pimenta.

Não sabe o que fazer a tanta fruta?

Nesta altura do ano existe abundância de fruta.
Por vezes torna-se difícil garantir que nenhuma se estrague.
É sempre preferível ingerir fruta fresca, mas quando tem muita e não sabe o que lhe fazer, pode sempre optar por congelar e utilizar mais tarde para batidos, para colocar em algumas sobremesas, compotas com pouco teor de açúcar, ...
Não desperdice alimentos!

Citrinos – família vasta com benefícios múltiplos

A família dos citrinos é vasta. Na cozinha portuguesa, estes frutos são usados como sobremesa assim como tempero ou acompanhamento de refeições principais ou intercalares. Entre os mais consumidos em Portugal encontramos a laranja, o limão e a tangerina.
O limão é rico em propriedades que preservam a juventude. O seu elevado nível de vitamina C é vital para a pele e gengivas saudáveis. É também uma boa fonte de flavonóides, tais como a quercetina, que aumenta os efeitos da vitamina C, especialmente importante para a saúde dos vasos sanguíneos e para evitar varizes. O limão, tal como outros citrinos, contém terpenos que são anticancerígenos.
Quanto à laranja, sempre foi referida pela sua riqueza em vitamina C. De facto, a vitamina C é o elemento de maior destaque neste fruto. No entanto existem outros nutrientes como o caso da fibra e dos carotenóides que não são de desprezar.
Já as toranjas, para além da abundância em vitamina C, são especialmente ricas em potássio e flavonóides. Estes 2 últimos nutrientes são importantes para o coração, a circulação, a pele e a imunidade.
Os citrinos têm uma grande versatilidade culinária e até a sua casca é aproveitada. Foi demonstrado que a utilização da casca das tangerinas na alimentação, devido à sua riqueza de flavonóides, ajuda a estimular a morte por apoptose de células cancerosas e a reduzir a sua capacidade de invadir os tecidos circundantes. Estas investigações científicas não têm como objectivo substituir os tratamentos oncológicos instituídos. São sim, medidas complementares ou preventivas que podem ser introduzidas numa alimentação saudável, sem grande custo. Para fazer uso da casca da tangerina e obter os seus benefícios, certifique-se que opta pelas biológicas. Pode utilizar a raspa de citrinos para polvilhar em saladas, molhos, sobremesas, iogurtes, batidos ou para aromatizar um chá.
Varie ao máximo a sua alimentação, procurando respeitar a sazonalidade dos alimentos. Dê largas à sua imaginação e explore novas combinações de alimentos.

Gelados saudáveis

Em tempo de calor só apetece opções frescas.
Partilho consigo esta sugestão muito fácil de fazer: GELADO (feito em casa e super saudável)!!!

Ingredientes:
3 nectarinas
1 banana
1 chávena de amoras

Preparação:
Triture as nectarinas com a banana numa bimby, ou numa liquidificadora ou até mesmo com a varinha mágica.
Coloco a mistura nos acessórios para fazer gelados e introduza algumas amoras em cada gelado.
Leve ao congelador por cerca de 5 a 8 horas ou de um dia para o outro.
Bom apetite!
Nota: Imagem e receita adaptada daqui.

Tortilha light e saudável

Para 4 a 6 pessoas

Ingredientes:
2 colheres de sopa de azeite
180 g de fiambre de peru
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
½ pimento vermelho cortado aos pedaços
1 abóbora-manteiga, descascada e ralada
150 g de espinafres
8 ovos
150 g de queijo de cabra
Salsa picada q.b
½ chávena de água mineral natural
Sal q.b
Pimenta caiena q.b

Preparação:
Aqueça o forno a 200ºC.
A seguir, aqueça uma frigideira grande, em lume médio. Junte o azeite. Quando estiver quente, adicione o fiambre de peru e cozinhe por 5 minutos. Retir
e o fiambre de peru e passe para um prato.
Use os sucos que ficaram do fiambre de peru para cozinhar a cebola, o alho, o pimento e a abóbora. Cozinhe por 5 minutos ou até a mistura ficar tenra e dourada. Junte os espinafres e deixe cozinhar por mais 1 minuto até começarem a encolher. Retire do lume.
Bata os ovos com a água. Tempere a gosto com sal, pimenta caiena e salsa picada.
Prepare um tabuleiro que dê para ir ao forno e coloque a mistura de legumes preparada na frigideira ou, utilize a frigideira, desde que a possa levar ao forno. Regue por cima da mistura de legumes com os ovos batidos. Coloque o fiambre cozinhado e o queijo. Leve ao forno e asse cerca de 30 minutos, até ficar dourada.
Sirva em fatias, quente ou à temperatura ambiente.
Nota: receita adaptada de “As receitas da Mafalda”.

O confronto entre o Alzheimer e uma correcta nutrição

Os dados epidemiológicos mais recentes apontam para a existência de 153 000 pessoas com demência em Portugal, das quais 90 000 com a doença de Alzheimer, forma de demência mais prevalente. Esta patologia demora muitos anos a surgir. Os primeiros sinais de degeneração cerebral iniciam-se provavelmente pelo menos 20 anos antes de ser feito um diagnóstico. Até ao momento, sabe-se que esta patologia surge pela combinação de vários factores, que se conjugam todos no mesmo indivíduo, entre eles a genética, a idade e a nutrição.
Um factor que interfere com a predisposição para a doença de Alzheimer é a genética. Os genes contêm instruções para a construção de proteínas no corpo e no cérebro. A presença do gene da apolipoproteína E4 ou outros são necessários para a manifestação do Alzheimer. Todavia, por si só, não é suficiente para garantir que esta patologia se desenvolva anos mais tarde. Importa perceber se eles estão ou não activos uma vez que tal se traduz na menor capacidade que o indivíduo tem de se adaptar às agressões da sua dieta e estilo de vida actual. No entanto, esta fraqueza pode ser contrariada com uma nutrição óptima, que forneça ao cérebro e ao corpo uma maior capacidade adaptativa e um ambiente químico menos tóxico.
O cérebro tem que ser bem alimentado. Torna-se por isso fundamental que nutra o cérebro com tudo o que ele precisa para manter a mente e a memória em ordem. Assim, precisa de garantir que ingere alimentos com:
- vitaminas (especialmente A, C, E e complexo B);
- minerais ( especialmente zinco e magnésio);
- gorduras essenciais (ómega 3 e 6 num equilíbrio correcto);
- aminoácidos (presentes nas proteínas);
- glicose (de fornecimento constante através de alimentos ricos em hidratos de carbono pouco refinados como o arroz integral);
- fosfolípidos (especialmente a fosfatidilcolina e a fosfatidilserina);
- oxigénio (vindo do meio ambiente).
Estes nutrientes são vitais entre várias funções, para manter o cérebro a funcionar rapidamente e garantir que possui capacidade de processar e armazenar memórias.
Se há algo ao seu alcance que pode fazer e com isso tornar-se parte activa do processo de combate à doença de Alzheimer é cuidar do seu corpo. Entre essas medidas, uma que pode praticar diariamente, mais que uma vez por dia é a arte de bem nutrir. Alimente-se bem e dê ao seu cérebro todas as ferramentas necessárias para que ele tenha um bom desempenho.
Nota: imagem retirada daqui.

SUPLEMENTAR...

... se necessário e na quantidade necessária!
Nem sempre a toma de suplementos é ideal para manter a saúde e infelizmente a auto-prescrição é uma realidade frequente.
Na nutrição ortomolecular, procura-se a "molécula justa", ou seja, o(s) nutriente(s) necessários para que a pessoa melhore a sua qualidade de vida. Para isso, recorre-se a análises sanguíneas, anamnese, história alimentar, exame físico, etc. Tenha cuidado com o que experimenta, pois os suplementos não são inofensivos.
Nota: imagem retirada daqui.

Creme de aveia

 Receita para 1 pessoa
Ingredientes:
- ½ chávena de flocos de aveia integrais
- 2 colheres de sopa de sementes de chia
- 1 chávena e meia de bebida de arroz
- 1 colher de chá cheia de farinha de alfarroba
- 1 colher de chá cheia de cacau em pó
- Stevia q.b (opcional)
- Morangos q.b
- ½ castanha do Brazil

Preparação:
Misture os flocos de aveia, as sementes de chia, a bebida de arroz, a farinha de alfarroba, o cacau em pó e a stevia num frasco. Após ter misturado bem, deixe repousar no frigorífico por algumas horas. Quando for para servir, juntar os morangos laminados e a castanha do Brazil.
Nota: Receita adaptada de “As receitas da Mafalda”.

Nutrição personalizada

Já pensou que, apesar de sermos todos seres humanos, respondemos de forma distinta aos mesmos acontecimentos? Quando analisamos o impacto que um alimento tem no nosso organismo, a mesma coisa acontece. Não existem motivos para selecionar os alimentos da mesma forma que um familiar, um amigo ou uma pessoa famosa opta para comer. Todos nós temos necessidades nutricionais específicas. Porquê? Porque todos temos diferentes problemas de saúde, estilos de vida e profissões; todos temos gostos e culturas que nos induzem a determinados hábitos alimentares; poderemos ter alguma carência nutricional (ex.: carência de zinco), etc. Para além disso, cada organismo possui as suas particularidades. Prova disso ´é quando há pessoas para quem a toma 1 café por dia as tornam agitadas e fazem-nas perder o sono e há pessoas para quem a toma de 1 café na mesma quantidade, na mesma hora do dia, nas mesmas circunstâncias e não provoque qualquer efeito. Já na regulação do trânsito intestinal, se duas pessoas seguirem as mesmas recomendações alimentares em quantidade e qualidade, uma poderá ter um funcionamento regular do seu trânsito intestinal e outra poderá ficar obstipada.

Um nutricionista, com especialização ortomolecular, possui formação específica para, através da análise da história alimentar, exame físico, dados antropométricos e análises sanguíneas, indicar-lhe as melhores orientações nutricionais e alimentares, para potenciar a sua saúde. Se pretende cuidar de si, do seu bem-estar, da sua saúde, do seu corpo, consulte a sua Nutricionista.

Creme dos Deuses

Ingredientes para 2 doses:
1 chávena de bebida de amêndoa
1 colher de sopa de farinha de alfarroba
3 colheres de sopa de sementes de chia
1 colher de café de canela em pó
1 banana madura
1 colher de chá de xarope de agave
fruta da época q.b
castanha do maranhão triturada q.b

Preparação:
Coloque todos os ingredientes num copo da varinha mágica e bata até obter uma consistência cremosa.
Coloque no frigorífico para solidificar.
Sirva com fruta (sugestão de papaia) e polvilhe com castanha do maranhão.

Açafrão-da-índia

Esta especiaria, também denominada de curcuma longa, é membro da família do gengibre. É oriunda do Sul da Ásia, onde é apreciada desde a antiguidade. Estima-se que os Indianos consumam  em média 1,5 a 2,0 g por dia de açafrão-da-índia (1/4 a ½ colher de chá).
Nas preparações culinárias utiliza-se por norma o rizoma fresco ou seco. O açafrão-da-índia pode ser utilizado em diversos pratos, nomeadamente num arroz, num estufado de carne ou peixe, numa massa ou até de uma forma mais arrojada em algumas sobremesas (por exemplo combinadas com cacau) ou em batidos. Combina bem com outras especiarias, nomeadamente a malagueta; o cravinho-da-índia; a folha e semente de coentro; os cominhos; o funcho; o gengibre; a paprica; a semente de mostarda, etc. Recomenda-se apenas que tenha cuidado com a sua utilização, pois mancha facilmente os dedos, os utensílios de cozinha e a roupa.
Este “pó amarelo”, que é o principal ingrediente do caril, possui propriedades anti-inflamatórias, resultantes da presença de curcumina. Em laboratório ajuda ainibir o desenvolvimento de diversos tipos de cancro, entre eles: cólon, próstata; pulmão; fígado; estômago; mama; ovários e leucemia. É capaz de actuar na angiogénese e obriga as células cancerosas a morrer (apoptose). Possui ainda a capacidade de interferir directamente com o NF-KB, que protege as células cancerosas dos mecanismos de defesa do organismo. Contudo, para ser bem absorvida, recomenda-se que seja combinada com a pimenta preta e/ou gengibre.

Propriedades nutricionais por 1 colher de sopa 
Valor energético: 24 kcal
Proteína: 0,53 g 
Lípidos: 0,67 g 
Gordura saturada: 0,21 g 
Hidratos de carbono: 4,42 g 
Açúcar: 0,22 g
Fibra: 1,4 g
Excelente fonte de manganês e ferro. Boa fonte de vitamina B6, fibra e potássio.

O interesse pela curcuma tem vindo a crescer bastante nestes últimos anos, dado possuir propriedades tão interessantes. Será importante sublinhar que pode e deve ser utilizado numa alimentação saudável, como forma de prevenção ou complemento do tratamento oncológico instituído. Apesar de ter propriedades benéficas, nunca deve substituir a terapêutica médica instituída.
A maioria dos Portugueses não tem por hábito a utilização de diversas ervas aromáticas e especiarias, muitas vezes pelo desconhecimento da forma mais indicada da sua preparação, utilização e combinação. Se é o seu caso não se intimide. É fácil de utilizar esta especiaria, bem como de gostar dela. Experimente um dia que tenha mais tempo e desta forma permita-se a criar novos pratos para a família.
Nota: informação nutricional retirada da página www.fatsecret.pt e imagem retirada daqui.

Procurando opinião


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Gostaria de pedir aos meus pacientes se tomariam a liberdade de partilhar a opinião por exemplo:
- à forma de abordagem das minhas consultas;
- tecnologia utilizada;
- apoio dado (mesmo depois da consulta);
- se a página é uma mais valia para auxiliar o acompanhamento;
- resultados obtidos;
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- qualquer coisa que achem que vale a pena referir!
Este contributo é precioso para qualquer pessoa que tem dúvidas sobre quem recorrer e procura opiniões.
Todos os comentários, mesmo críticos são fundamentais!

Dia de consciencialização do autismo

Hoje é dia de consciencialização do autismo.
Várias são as abordagens para auxiliar estas pessoas, inclusive a alimentar.
Partilhamos um vídeo para perceber melhor o autismo (legendado em português).

Pão de batata-doce

Ingredientes:
2 chávenas de batata-doce ralada 
1 chávena de curgete, sem casca e ralada
4 ovos, ligeiramente batidos
2 colheres de sopa de óleo de coco líquido
3 chávenas de farinha de arroz
2 colheres de chá de fermento em pó (sem glúten)
1 pitada de sal marinho
10 colheres de sopa de sementes de abóbora

Preparação:
Aqueça o forno a 160ºC. 
Forre uma forma de pão com papel vegetal e reserve.
Numa taça grande misture a batata-doce, a curgete, os ovos, 6 colheres de sopa de sementes de abóbora e o óleo de coco. Junte a farinha, o fermento e o sal. Misture bem.
Deite a mistura na forma, previamente preparada. Alise a massa e coloque as restantes 2 colheres de sopa de sementes de abóbora. 
Leve ao forno, durante cerca de 25 minutos ou até estar cozinhado.

Creme de aveia (sem açúcar)

Para 4 doses
Custo: económico
Dificuldade: muito fácil

Ingredientes:
1 chávena de flocos de aveia integrais
3 tâmaras
1 banana madura
1 maçã
1 colher de chá de canela em pó
fruta da época fresca para servir (opcional)
sementes de chia (opcional)
castanha do pará (opcional)

Preparação:
Demolhe a aveia juntamente com as tâmaras sem caroço em água, durante cerca de 2 horas. Escorra bem o excesso de água.
Coloque no liquidificador a aveia escorrida, as tâmaras, a banana, a maçã e a canela e bata até obter um creme aveludado.
Sugestão: sirva em tacinhas com fruta fresca da época, polvilhado com sementes de chia e castanha do pará.