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Desabituação Tabágica: é possível com sucesso

De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), morrem anualmente cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo, em consequência do consumo do tabaco. Em Portugal, no ano de 2000, segundo um trabalho publicado por Peto, Lopez e colaboradores, o consumo de tabaco foi responsável por cerca de 8100 mortes, advenientes principalmente por cancro de pulmão e doenças do aparelho circulatório.
Os benefícios para a saúde advenientes da cessação tabágica iniciam-se logo de imediato, após o consumo do último cigarro e continuam a manifestar-se ao longo dos anos. Entre os diversos benefícios para a saúde, obtidos com a finalização do consumo de tabaco encontram-se:
- redução do ritmo cardíaco passados 20 minutos após a finalização do consumo de tabaco;
- 12 horas depois o nível de monóxido de carbono no sangue regressa a valores normais;
- 2 semanas a 3 meses depois, o risco de ocorrência de enfarte de miocárdio desce e a função pulmonar aumenta;
- 1 a 9 meses depois, a ocorrência de tosse e dispneia (dificuldade em respirar) diminuem;
- 1 ano depois, o risco de doença coronária é metade de um fumador;
- 5 anos depois, o risco de acidente vascular cerebral iguala o de um não fumador;
- 10 anos depois, o risco de cancro do pulmão é cerca de metade do de um fumador. O risco de cancro de boca, faringe, esófago, bexiga, rim e pâncreas também diminuem;
- 15 anos depois, o risco de doença cardíaca coronária é igual ao de um não fumador.
Parar de fumar é benéfico em qualquer idade, mas os benefícios são tanto maiores, quanto mais cedo parar de fumar.
No entanto, o processo não é fácil. A síndrome de abstinência da nicotina é caracterizada por vários sintomas, entre eles a irritabilidade, depressão, inquietação, ansiedade, dores de cabeça, mal-estar físico, alterações do padrão de sono, etc. Durante esta etapa, é frequente existir dificuldade de concentração e aumento do apetite, assim é como é frequente sentir-se uma necessidade urgente de pegar num cigarro. Na maioria das pessoas, os sintomas da síndrome de abstinência têm início ao fim de poucas horas de resolverem deixar de fumar (2 a 12 horas) e alcançam um pico (24 a 48 horas) depois de se deixar de fumar. A maioria dos sintomas prevalece cerca de 4 semanas, contudo a sensação de fome e a necessidade de nicotina podem durar 6 ou mais meses.
A terapêutica Ortomolecular permite, de uma forma saudável e natural auxiliar na redução dos sintomas de abstinência da nicotina, evitando possíveis recaídas. Neste tipo de consulta, procura-se auxiliar na cessação tabágica com recurso a aconselhamento personalizado, utilização da fitoterapia, combinação de alimentos, bem como de nutrientes específicos e homeopatia. Contudo, não se esqueça que a motivação para parar de fumar é um aspecto crucial para o sucesso obtido no processo de cessação tabágica.
Por isso, “Ano Novo, Vida nova”. Tome a decisão de melhorar a sua saúde e opte por deixar de fumar já a partir do dia 1 de Janeiro de 2015. E se sentir dificuldade nesse processo, opte por uma das nossas consultas de cessação tabágica. Por isso, vamos passar à acção e viver uma vida mais saudável?
Nota: imagem retirada daqui.

Dia mundial da Asma

Hoje assinala-se o dia mundial da Asma, onde o tema desenvolvido é "Podes controlar a tua asma", com o intuito de incentivar os doentes com asma a serem parte activa no controlo desta doença.
O aumento do número de casos está  associada principalmente à poluição atmosférica, ou no interior das habitações, onde os compostos voláteis e o fumo do tabaco são de principal relevância.
Segundo as estatísticas, 40% dos doentes com asma não têm a doença controlada, apesar de hoje em dia ser possível controlar a doença e ter uma melhor qualidade de vida.
Saiba que para além do tratamento farmacológico, fundamental no controlo desta doença, o que come pode influenciar o modo como respira. Ainda existem nutrientes protectores no controlo deste tipo de doença, para além de outros tipos de tratamentos, tais como os tratamentos termais com águas sulfúreas terem um impacto muito benéfico quer no tratamento, controlo e prevenção.
Nota: imagem retirada daqui.

O que come pode influenciar o modo como respira

A asma é uma afecção respiratória crónica e potencialmente grave. As estimativas apontam para cerca de 200 milhões de asmáticos no mundo. Em Portugal, uma em cada doze crianças em idade escolar é asmática. Longe vai o tempo em que a única relação compreendida entre a asma e a alimentação estava relacionada com a evicção dos alergéneos alimentares. Diversos estudos têm vindo a indicar que certos alimentos têm um efeito protector relativamente à asma e alergias, bem como a adopção de uma dieta mediterrânica pode ajudar a controlar a asma. Segundo um artigo publicado por investigadores portugueses, na revista Allergy, a adopção de uma dieta de estilo mediterrânico está associada a uma redução em cerca de 80% do risco dos asmáticos terem a doença mal controlada. Um outro estudo publicado na revista científica Chest menciona que os adolescentes têm uma maior probabilidade de ter problemas respiratórios se as suas dietas forem deficientes em certos nutrientes, nomeadamente flavonóides, antioxidantes, como a vitamina C e E, ómega-3, entre outros.
Hoje em dia verifica-se enormes mudanças do padrão alimentar com um aumento exponencial dos alimentos de elevado valor energético (ex.: fast-food), ricos em sal e gorduras e pobres em vitaminas, sais minerais e fibras. Dada a baixa ingestão de alimentos com propriedades antioxidantes e o consumo inadequado de gorduras "saudáveis" ocorre uma diminuição da imunidade, aumento da sensibilização e inflamação das vias aéreas, contribuindo para o aumento de asma, rinite e atopia.
Aconselha-se que a prevenção/ tratamento da asma ou outros problemas respiratórios seja feito por uma equipa multidisciplinar, onde para além da presença do médico assistente, o apoio nutricional, dado pelo nutricionista é extremamente relevante para reduzir o número de crises, reduzir a toma de alguns fármacos e melhor qualidade de vida. A prática regular de exercício físico, bem como o controlo de peso também tem um efeito muito positivo na saúde dos asmáticos.
Nota: imagem retirada daqui.

Ácidos gordos polinsaturados e asma

A associação entre os efeitos benéficos da ingestão de ácidos gordos polinsaturados e a asma já há bastante tempo é retratada.
Neste estudo publicado pela European Journal of Clinical Nutrition mostra-nos mais uma vez as vantagens da introdução de ácidos gordos polinsaturados no tratamento coadjuvante da asma ou de forma independente.
Este efeito deve-se às propriedades anti-inflamatórias que estes ácidos gordos polinsaturados possuem. De uma forma mais natural e com a ingestão de menos compostos tóxicos conseguiram mostrar resultados bastante interessantes.
Os resultados tornam-se também muito interessante quando se combina um plano alimentar rico em ácidos gordos polinsaturados.
Dessa forma, não se esqueça do consumo regular de peixe, especialmente do dito peixe gordo (ex.: cavala), uma vez que é rico em ácidos gordos polinsaturados.
Nota: Imagem retirada daqui.